sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE OXALÁ

Trono: Trono Masculino da Fé

Linha: Fé

Fator Puro: Magnetizador

Fator Misto: Congregador

Essência: Cristalina

Polariza com: Oyá Tempo

Cor: Branco, Dourado, Transparente

Fio de Contas: Contas e Miçangas brancas e leitosas. Firmas Brancas.

Ferramentas: Jóias em prata, caramujo, sol, cajado, pomba de prata, moedas e búzios.
Para Oxalá de Oromilaia acrescentamos olhos de prata.

Ervas:

1- Adriano Camargo relaciona estas ervas para Oxalá:
Quentes ou agressivas: Açoita cavalo, erva de bicho, mamona, orégano, alho, fumo (tabaco), comigo ninguém pode.
Mornas ou equilibradoras: Alcachofra, alcaçuz, alecrim, alfazema, aquiléia (mil folhas), bardana, boldos (todos), girassol, hortelã, incenso (folhas da planta), levante, manjericão, manjerona, rosa branca, sálvia, tomilho, folha da costa (ou saião).
Frias ou específicas: Algodoeiro, angélica, anis estrelado, artemísia, cravo da Índia, ipê roxo, jasmim, laranjeira, louro, noz de cola (ou obi), pichuri, saco-saco, sândalo, verbena.

2 - Mais ervas de uso comum: Agapanto branco (ou lírio africano), aguapé (golfo de flor branca), alecrim (da horta, de tabuleiro, do mato etc.), angélica, alfavaca, arruda, baunilha, barba de velho, colônia, camomila, chapéu de couro, capim limão, coentro, camélia, cambará, carnaubeira, crisântemo branco, erva cidreira, erva-doce, eucalipto, erva de Santa Luzia, fava de tonca (ou cumarim ou cumaru), folha de uva branca, folha do cravo, folha da fortuna, funcho, gerânio branco, goiabeira branca (folhas), malva branca, maracujá (flores), macela, neve branca, palmas brancas, palmas de Jerusalém, patchuli, poejo, salsa da praia, Tapete de Oxalá (é um tipo de Boldo, mas NÃO é o “boldo do Chile”), umbuzeiro.

Símbolos: Estrela de cinco pontas (que desperta a Magia da Fé no ser humano); cruz; a pomba branca da paz

Ponto na Natureza: Praias desertas, colinas descampadas, campos, campinas, parques, bosques, montanhas, mirantes; qualquer lugar limpo e agradável

Flores: Rosas brancas, de preferência sem espinhos, e todas as flores que sejam dessa cor (lírio branco, lírio da paz, palma branca, margarida branca, copo de leite etc.); girassol; jasmim; lágrima de Cristo

Essências: Aloés, almíscar, lírio, benjoim, flores do campo, flores de laranjeira.

Pedras de Oxalá: Cristal branco- Dia indicado para a consagração: todos- hora indicada: 12 horas

Minérios de Oxalá: Ouro- Dia indicado para a consagração: domingo- Hora indicada: 06 horas.

Metais: Prata, platina, ouro (branco e amarelo).

Saudação: Exê Uêpe Babá, Oxalá é meu Pai; Êpa, êpa Babá (viva o Pai).

Planeta: Sol.

Dia da Semana: Todos, especialmente a Sexta-Feira.

Chakra: Coronário (da coroa ou do topo da cabeça)- Está associado ao Sentido da Fé, que na Umbanda é regido pelo Orixá Oxalá.

Localização: Topo da cabeça. Abre-se para o alto, no sentido vertical.

Importância deste chakra: É o primeiro chakra a receber os estímulos do espírito.  Abre-se em forma de funil para o Universo, representando a ligação entre o ser humano e o Divino. É considerado o centro energético mais importante do corpo humano (a Energia Vital entra pelo Chakra da Coroa e se espalha aos demais chakras).
É representado por uma coroa, capacete ou flor de lótus que se abre para o céu, como símbolo do despertar da espiritualidade e da consciência humana. 
Na Umbanda, este chakra é chamado de “a coroa do médium”.

Glândula relacionada: Pineal (ou epífise)- Até há pouco tempo acreditava-se que a pineal era um órgão atrofiado e de funções indefinidas. Mas os cientistas descobriram muitas funções importantes nesta glândula: semelhante a uma antena, a pineal capta radiações eletromagnéticas da lua (que regula ciclos menstruais, por exemplo) e as radiações eletromagnéticas do sol; desperta a produção de certas substâncias neurotransmissoras que estimulam a atividade física e mental; ativa a produção de hormônios sexuais no início da puberdade, dando início ao ciclo da reprodução humana. Está presente também nos os animais, captando os campos eletromagnéticos da Terra e orientando as migrações das andorinhas e das tartarugas, por exemplos.
Outras funções relacionadas à glândula pineal foram descobertas em pesquisas realizadas pelo Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, que é Psiquiatra, Mestre em Ciências pela USP, Diretor-Clínico do Instituto “Pineal Mind” (SP) e também Diretor-Presidente da Associação Médico-Espírita de São Paulo.
Em resumo, o Dr. Sérgio diz que: “A pineal é capaz de captar campos eletromagnéticos desta dimensão e também de outras dimensões do Universo, acessando campos espirituais e sutis. Ela capta vibrações que estão além da realidade física e por isso está associada aos fenômenos mediúnicos (clarividência, telepatia etc.), já que a mediunidade é justamente a capacidade de entrar em contato com energias de dimensões não-físicas. Isso acontece porque a glândula pineal tem cristais de apatita na sua estrutura. O cristal de apatita capta campos eletromagnéticos, sendo que o plano espiritual age por meio desses campos. A interferência Divina sempre acontece obedecendo às leis da própria natureza. Os médiuns, pessoas capazes de entrar em contato com outras dimensões, apresentam maior quantidade de cristais de apatita na pineal. Os iogues e místicos têm menor quantidade. E ninguém pode aumentar ou diminuir essa concentração de cristais, pois ela é uma característica biológica, assim como a cor dos olhos e dos cabelos.  A glândula é um receptor poderoso. Mas quem decodifica as informações recebidas são outras áreas do cérebro, como o córtex frontal cerebral. Sem essa interação, as informações recebidas não são compreendidas. Por isso, os animais recebem tais informações, mas não as decodificam, já que as outras partes do cérebro deles não têm esse atributo”.
Cor de vibração do coronário: Violeta, que é a freqüência mais alta ou mais elevada entre as sete cores do arco-íris.
Bom funcionamento deste chakra- Quando equilibrado e aberto, ele nos faz perceber que a nossa essência é espiritual, que a Luz Divina está em nós, que somos parte do Todo da Criação. Deixamos de ser meros receptores da energia vital, passando também a irradiá-la aos outros seres vivos e ao planeta. Isso nos permite atingir níveis superiores de meditação.
Quando o coronário se desenvolve de forma simultânea com o chakra frontal, a pessoa apresenta grande capacidade de raciocínio e de intuição.
Mau funcionamento deste chakra- Em desequilíbrio, não permite que a pessoa tenha grande abertura mental, abundância ou "iluminação interior". O medo pode dominar a vida dessa pessoa, trazendo-lhe desarmonia interior, infelicidade e desilusão, que se difundirão aos demais chakras, desequilibrando-os, podendo gerar doenças de foro mental, fobias, dores de cabeça ou enxaquecas de difícil tratamento.
Daí a importância da meditação (orações, relaxamento etc.), para afastarmos a ansiedade, o medo, os sentimentos de rejeição, de insegurança e de incerteza. Abrir o coração para DEUS, para a Criação, para o conhecimento universal e o desenvolvimento do ser Divino que habita em todos nós, evitando-se a superficialidade e o materialismo.
Conforme Angélica Lisanty, as pedras relacionadas ao Chakra da Coroa são: 1-SELENITA: faz a nossa conexão com os Sete Raios; 2-CRISTAL: tem poder purificador. Bom para rituais de conexão com a Espiritualidade; 3-PEDRAS LEITOSAS: Quartzo branco leitoso; Raolita ou Howlita (muito boa para acalmar, sossegar e pacificar pessoas muito inquietas, ansiosas e nervosas); Calcita ótica branca (boa para meditação).

Saúde: Partes do corpo regidas pelo chakra coronário: Cérebro, cerebelo.

Bebida: Água mineral; água de coco; vinho branco doce; vinho tinto doce; “águas de Oxalá” (deixar uma porção de canjica de molho em água mineral ou de coco e depois utilizar essa água; ou cozinhar a canjica e utilizar a água do cozimento); champanhe branco.

Animais: Pomba Branca, Caramujo, Coruja branca

Comidas: Cozinha ritualística: Canjica, Acaçá, Mungunzá.

Frutas: Uvas verdes, coco seco, coco verde, pera, maçã verde, damasco, melão, bergamota, pêssego, lima doce, laranja mimo do céu, goiaba branca, frutas de polpa branca em geral, frutas suaves em geral, nozes, castanhas, amêndoas.

Legumes, raízes e verduras: Berinjela, gengibre, agrião.

Números: Na Umbanda, Oxalá é associado ao número 01.

No Candomblé, Oxalufã (o Oxalá Velho) é associado ao número 10, enquanto Oxaguiã (o Oxalá Jovem) é associado ao número 08.

Data Comemorativa: 25 de Dezembro

Sincretismo:

Na Umbanda: Jesus Cristo

No Candomblé:
-Oxalá Obocum, Oxalá Olocum e Oxaguiã: Menino Jesus de Praga;
-Oxalufã: Senhor do Bonfim;
-Oxalá Dacum e Oxalá Jobocum: Sagrado Coração de Jesus;
-Oxalá de Oromilaia: Espírito Santo ou Santa Luzia.

Qualidades: No Candomblé, encontramos algumas Qualidades (ou caminhos) de Oxalá:

1- Oxalá Ajagemo: Durante a sua festa anual em Edé, dança-se e se representa com mímicas um combate entre ele e Oluniwi, no qual este último sai vencedor.

2 - Oxalá Akire ou Ikire: É um valente guerreiro, muito rico, que transforma em surdo e mudo a quem o negligencia.

3 - Osalá Alase ou Olúorogbo: Salvou o mundo fazendo chover num período de seca.

4 - Oxalá Etéko: Caminha com Oxaguiã, é inquieto. Vive nas matas e recebe oferenda de todo o tipo de carne branca.

5 - Oxalá Eteto Obá Dugbe: Outro guerreiro, ligado a Orixalá.

6 - Oxalá Lejugbe: É muito confundido com Oxalufan, por ser vagaroso e indeciso. Recebe oferendas com Yemanjá e Oxalufan.  Suas oferendas incluem todo tipo de carne branca.

7 - Oxalá Obatalá: É o mais velho dos Orixás. O grande Rei Branco; raiz de todos os outros Oxalás. É o pai de Oxalufan (que, por sua vez, é o pai de Oxaguiã). Sendo muito grande e poderoso, Obatalá não se manifesta, pois sua palavra transforma-se imediatamente em realidade. Representa a massa, o ar, as águas frias e imóveis do começo do mundo; controla a formação dos novos seres, é o Senhor dos vivos e dos mortos.

8 - Oxalá Okó: Divindade da agricultura e colheita dos inhames novos e da fertilidade da terra. Orixá Nagô, pouco conhecido no Brasil, pois na época da chegada dos escravos consideraram, em seu lugar, a Ogum como Orixá da agricultura e a Obaluaiyê como Orixá dos grãos. Quando se manifesta leva um cajado de madeira que revela sua relação com as árvores. Traz uma flauta de osso que lembra sua relação com a sexualidade e a fertilidade. É confundido com Oxalá, pois se veste de branco. Seu opaxorô, no Brasil, é confeccionado em madeira.

9 - Oxalá Olofon Ajigúna Koari: Aquele que grita quando acorda (conhecido pelo nome de Oxalufan).

10 - Oxalá Orinxalá, Orixalá ou Obatalá: É casado com Yemanjá e suas imagens são colocadas lado a lado e cobertas com traços e pontos desenhados com efum (giz branco, pemba branca), no Ilésin (local de adoração).

11 - Oxalá Oxalufã (Orixá Olú Fon): Orixá velho e sábio, cujo templo é Ifón pouco distante de Oxogbô; sua cerimônia de saudações é de dezesseis em dezesseis dias. Orixá muito velho, lento. Dança apoiado no opaxoró. Detesta a violência, disputas e brigas. Não come sal e nem dendê; não aceita cores fortes, principalmente o vermelho. A ele pertencem os metais e substâncias brancas. Não suporta cavalos.

12 - Oxalá Osoguiã ou Oxaguian (também chamado de Ogiyan Ewúlee Jiigbo): Orixá jovem e guerreiro, cujo templo principal se encontra em Ejigbô. Tomou o título de Eleejigbô, Rei de Ejigbô. Uma de suas características é o gosto pelo inhame pilado (lyán), que lhe valeu o apelido de “Orisa-Je-Iyán” ou “Orisájiyan”. É o único que tem autorização de enfeitar seus colares brancos com pedras azuis, chamadas Seguy. Está ligado ao culto de Iroko e dos espíritos, assim como à fertilidade e ao culto ao inhame. É o pai de Oxossi Inlé e recebe oferendas com Ogunjá, Oxossi Inlé, Airá, Exu, Oyá e Onira. Tem forte ligação com Yansã e com Exu. Seus filhos devem evitar brigas e mentiras e, principalmente, devem respeito a Ogum.


Incompatibilidades: No Candomblé, são observadas algumas incompatibilidades (quizilas, proibições ou euós) em relação ao Orixá Oxalá: vinho de palma, dendê, carvão, roupa escura, cor vermelha, cachaça, bichos escuros. E para Oxalufã, o Velho, também as lâminas.

PRECE DE OXALÁ

Ó poderoso Pai Oxalá, o maior dos Orixás, aspiração suprema dos desejos dos nossos corações, caminhamos até a Tua claridade, clareando todos os nossos passos no amanhecer de cada dia.
Que a Luz, a eterna Luz que o Senhor derramou e derrama todos os dias, cubra a cabeça daqueles que a Ti estão ligados. Numa corrente de fé e num só pensamento elevamos as nossas preces:
Oxalá, nosso Pai, dê-nos a graça de chorarmos sinceramente nossas faltas e, com espírito de humildade, nos purificarmos através da fé e da caridade. Que nós consigamos limpar a morada dos nossos corações, desterrando tudo que é mundano, todo vício, ódio e maldade, na certeza de que com humildade alcançaremos o Senhor.
Pai Oxalá, Vós sabeis que a razão humana é fraca e pode nos enganar, mas a verdadeira fé não pode ser enganada.
Obrigado, Pai Oxalá, por tudo que o Senhor nos deu e nos dá. Esperamos todos unidos que o Senhor nos escolha para sermos mais alguns dos Vossos íntimos amigos. 
Que assim seja!

EXUS DE OXALÁ

Alguns Exus de Oxalá:

Exu Abre Tudo, Exu Arrebata Tudo, Exu Corta Tudo, Exu Desmancha Tudo, Exu Encruza Tudo, Exu Gira-Mundo, Exu Guarda Tudo, Exu Lúcifer, Exu Maioral, Exu Rei das Almas, Exu Rei das Sete Encruzilhadas, Exu Rei das Trevas, Exu   Sete Cabeças, Exu Sete Encruzilhadas, Exu Sete Estrelas, Exu Sete Coroas, Exu Sete Infernos, Exu Sete Sombras, Exu Tranca Tudo, Exu Vira Mundo.

CABOCLOS DE OXALÁ

Alguns Caboclos de Oxalá:

Pena Branca, Flecha Branca, Montanha Branca, Folha Branca, Lua Branca, Caboclo das Sete Encruzilhadas, Caboclo Tupã, Caboclo Tupi, Caboclo Tupinambá, Caboclo Sol, Caboclo Girassol, Caboclo Gira-Mundo, Caboclo Vira Mundo, Caboclo Urubatão da Guia, Caboclo Ubirajara da Guia, Caboclo Sete Flechas da Guia, Caboclo Sete Estrelas, Caboclo Sete Penas Brancas.

COZINHA RITUALÍSTICA DE OXALÁ

1- CANJICA - Canjica branca cozida coberta com algodão, folhas de saião ou claras em neve, com um cacho de uva branca por cima de tudo. Regar com mel.

2- ACAÇÁ - Cozinhar 1/2 kg de farinha de milho branca, como um angu ou mingau. Deixe esfriar um pouco e faça bolinhos. Em algumas Casas se põe, às colheradas, em folhas de bananeira passadas ao fogo e enrola-se. Serve-se depois de frio.

3- MUNGUNZÁ - mugunzá, ou mucunzá (da língua Quimbundo: “mu'kunza” = milho cozido)- Alimento ritual feito de grãos de milho branco cozidos em água com açúcar, algumas vezes com leite de coco e de gado, com pequena quantidade de água de flor de laranjeira. É servido aos adeptos com bastante caldo e ao Orixá bem compactado, em forma de ebô.

OFERENDAS PARA OXALÁ

1-Toalha ou pano de cor branca; velas bran­cas; frutas brancas (melão, goiaba, etc.); vinho bran­­co doce ou suave; flo­res brancas (todas); fitas bran­cas; linhas brancas; comidas bran­­­­cas (can­jica, arroz doce, coalhada adoci­ca­da, etc.); pães; mel; farinha de trigo (para cir­cular e fechar por fora as oferen­das); co­co seco e sua água colocada em co­pos; co­co verde com uma tampa cortada e um pou­co de mel derramado dentro da sua água; água em cálices ou copos; pedras de cris­tais de quartzo branco (se for solici­tado); pembas brancas (em pedra ou em pó); milho verde em espiga, cru e ainda leitoso.
FONTE: “Rituais Umbandistas - Oferendas, Firmezas e Assentamentos”, Rubens Saraceni, Editora Madras.

2- Faça um círculo com sete velas brancas e coloque ao centro frutas diversas, coco verde aberto, mel e flores, tudo bem arrumado, e faça seus pedidos em oração e cantos a este amado Orixá.
FONTE: “Código de Umbanda”, Rubens Saraceni, Madras Editora.

3- Um coco verde fechado e um coco verde aberto (separar as águas); mel; uvas brancas, pêssegos, goiaba branca, maracujá, carambola, vinho branco; rosas brancas, palmas brancas, crisântemos brancos; sete velas brancas. Forrar o chão com as pétalas das rosas brancas e sobre elas dispor as frutas. Circundar com as palmas e crisântemos, as  bebidas (água dos dois cocos e vinho) e o mel. Em torno, firmar as velas, saudando o Divino Pai Oxalá e fazendo o pedido específico.

Onde oferendar Oxalá:
Nos campos abertos, bosques, praias limpas e jardins floridos.

Quando oferendar Oxalá:
- Para ter fé, esperança, paz, serenidade
- Para acalmar alguma situação ou alguém
- Para despertar a fé de alguém

Firmeza para Oxalá:
Um pilão e uma quartinha branca com água.

Amaci:
1-Água mineral com boldo e flor de laranjeira macerados e curtidos por 24 horas.
2- Água da fonte com pétalas de rosas brancas e manjerona, maceradas e depois curtidas por 24 horas.

CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OXALÁ

Os filhos de Oxalá são pessoas respeitadas, tranquilas, calmas até nos momentos mais difíceis, amáveis e pensativos; podendo, às vezes, ser autoritários.
São muito dedicados e caprichosos, mantêm tudo sempre bonito, limpo. Respeitam a todos, mas exigem ser respeitados. Sabem argumentar bem, tendo uma queda para trabalhos que impliquem em organização. Gostam de centralizar tudo em torno de si mesmos. São reservados, mas raramente orgulhosos.
Seu defeito mais comum é a teimosia, principalmente quando têm certeza de suas convicções; será difícil convencê-los de que estão errados ou que existem outros caminhos para a resolução de um problema. No Oxalá mais velho (Oxalufã) a tendência se traduz em ranzinze e intolerância; enquanto no Oxalá novo (Oxaguiã) essa tendência gera certo furor pelo debate e pela argumentação.
Costuma-se dizer também que os filhos de Oxalufã (o Oxalá Velho) seriam mais calmos, bondosos e tolerantes, mas com boa capacidade de liderança, dado ao seu forte magnetismo (carisma). Já os filhos de Oxaguiã (o Oxalá Moço) seriam altos e robustos, elegantes, de porte majestoso e olhar ao mesmo tempo altivo e travesso, e amigos das mulheres. Embora guerreiros, não são agressivos. Alegres, gostam profundamente da vida. Revelam-se, às vezes, irônicos, maliciosos, prolixos e brincalhões.
Para os filhos de Oxalá, a idéia e o verbo são sempre mais importantes que a ação; não sendo raro encontrá-los em carreiras onde a linguagem (escrita ou falada) seja o ponto fundamental.
Fisicamente, os filhos de Oxalá tendem a apresentar um porte majestoso, principalmente na maneira de andar. Na constituição física, o filho de Oxalá não é alto e magro como os filhos de Ogum, nem tão compacto e forte como os filhos de Xangô. Às vezes, porém, essa maneira de caminhar e de se postar dá lugar a alguém com tendência a ficar curvado, como se o peso de toda uma longa vida caísse sobre seus ombros, mesmo em se tratando de alguém muito jovem.
Para que o filho de Oxalá tenha uma vida melhor, deve procurar despertar em seu interior a alegria pelas coisas que o cercam e tentar ceder à sua natural teimosia.
No geral, os filhos de Oxalá são idealistas e defensores dos injustiçados. São muito intuitivos quanto ao futuro. Seu pensamento original antecipa-se ao de sua época. Têm espírito brilhante e facilidade de argumentação. São generosos e até pródigos.

DIVINDADES ASSEMELHADAS A OXALÁ

Apolo ou Febo- Divindade grega, filho de Zeus com Leto. É o deus da Luz Solar, da música, das artes e da medicina. Senhor do Oráculo de Delfos. Divindade radiante, sempre moço e belo. Traz pureza, tranquilidade e espiritualidade.

Hélios- Divindade grega. Era o próprio Sol, representado como um jovem com raios de luz saindo da cabeça. É considerado também aquele que traz a Luz, a iluminação.

Brahma- É a primeira pessoa da Trindade Hindu (Brahma, Vishnu e Shiva). É o primeiro criado; o criador, incriado, do Universo. Costuma se manifestar com quatro cabeças, simbolizando os quatro Vedas (livros sagrados para os hindus) e as quatro yugas (eras, ciclos de tempo e realidade pelas quais passa a humanidade). Tendo quatro braços, segura em cada uma das mãos: um colar de oração hindu (símbolo da tranquilidade da mente), uma colher e ervas (símbolo dos rituais), o Kamandalu (pote com água, símbolo da renúncia) e os Vedas (símbolo do conhecimento).

Suria- Divindade hindu. O deus Sol. É a alma suprema dos Vedas e deve ser adorado por todos os que desejam libertar-se da ignorância.

Varuna- Divindade hindu. Seu nome provém da raiz verbal “vr”, que significa cobrir, circundar. Circunda o Universo e tem como atributo a soberania. Através do Sol, ele controla tudo e, desta maneira, fez três mundos, habitando em todos eles: céu, terra e o espaço intermediário de ar onde o vento é o sopro de Varuna. Sua morada é o Zênite, mansão de mil portas, onde fica sentado e tudo observa; à sua volta ficam seus informantes que inspecionam o mundo e não se deixam enganar. Seu poder e conhecimento são ilimitados; inspeciona o mundo, sendo o Senhor das leis morais. Já foi um Deus Único e Celeste, perante a criação; com o tempo tornou-se Divindade das águas, rios e oceanos.

Rá- Divindade egípcia. É o princípio da Luz, simbolizado pelo Sol; é mais do que o próprio Sol. É ele quem penetra no disco solar e lhe confere a luz. Adorado como uma das maiores Divindades egípcias, é muitas vezes associado ao nome do Ser Supremo, para lhe conferir este “status”, como Atun-Rá ou Amon-Rá.

Khnum- Deus local do alto Egito, simbolizado com cabeça de carneiro. Tinha aspectos de criador, sendo possuidor de um torno de oleiro, onde modelara o corpo de todos os homens.

Baldur ou Balder- Divindade nórdica masculina cujo nome significa “distribuidor de todo o bem”. Filho de Odim com a Deusa-Mãe Frigg. Conhecido como: deus Sol, o todo radiante, de beleza incomparável; a deidade boa, pura e carismática; deus pacífico; “o bem amado”, “o santo”, “o único sem pecado”; “deus da bondade”.

Brán- Divindade celta. Conhecido como “o abençoado”, é o deus da profecia, das artes, dos líderes, da guerra, do sole da música. É muito cultuado no País de Gales.

Dagda- Divindade celta que aparece como grande pai de todos, chamado de “o bom deus”. Seu poder aparece como um sopro que torna os agraciados em trovadores.

Anu- Divindade sumeriana. É o pai das Divindades, é o próprio céu, Divindade do firmamento estrelado, o que reina na esfera superior. Adorado por sumérios, acádios e assírio-babilônicos como a Divindade maior, por vezes visto como o Deus Supremo. Senhor dos anjos e dos demônios, de todas as potências inferiores e superiores.

Nusku- Divindade sumeriana. Deus da luz, adorado ao lado do deus da Lua, em Harran e Neirab. Vizir de Anu e de Ellil. Tem como símbolo uma lâmpada.

Utu- Divindade sumeriana, o deus Sol. Traz o título de “meu sol” (“majestade”), como eram chamados os reis e deuses chefes de panteão.

Shemesh- Divindade hebraica. Aparece com raios flamejantes saindo de seus ombros, saltando sobre montanhas com uma espada flamejante de serra nas mãos e uma tiara de fogo na cabeça. Também simboliza o Sol. É a mesma Divindade arábica Shams.

Inti- Divindade inca do Sol, também chamado de “Servo de Viracocha”. Protetor da casa real, onde o imperador era chamado de “filho de Inti”. É o grande doador da vida e da luz. Divindade popular mais importante, tendo seu culto estabelecido em vários templos.

Kinich Ahau- Divindade maia do sol, muito ligado ao Deus Criador Itzamná.

FONTE: “Deus, “Deuses” e Divindades”, Alexandre Cumino, Madras Editora, 2004, páginas 81/84.

LENDAS DE OXALÁ

1- Oxalá cria a Terra:

No começo, o mundo era todo pantanoso e cheio d’água, um lugar inóspito e sem nenhuma serventia.
Acima dele havia o Céu, onde viviam Olorum e todos os Orixás, que às vezes desciam para brincar nos pântanos insalubres. Desciam por teias de aranha penduradas no vazio.
Ainda não havia terra firme, nem o homem existia.
Um dia Olorum chamou à sua presença Orixanlá (Oxalá), o Grande Orixá. Disse-lhe que queria criar terra firme lá embaixo e pediu-lhe que realizasse tal tarefa. Para a missão, deu-lhe uma concha marinha com terra, uma pomba e uma galinha com pés de cinco dedos.
Oxalá desceu ao pântano e depositou a terra da concha. Sobre a terra pôs a pomba e a galinha, e ambas começaram a ciscar. Foram assim espalhando a terra que viera na concha, até que a terra firme se formou por toda parte.
Oxalá voltou a Olorum e relatou-lhe o sucedido.
Olorum enviou um camaleão para inspecionar a obra de Oxalá e ele não pôde andar sobre o solo que ainda não era firme. O camaleão voltou dizendo que a Terra era ampla, mas ainda não suficientemente seca. Numa segunda viagem o camaleão trouxe a notícia de que a Terra era ampla e suficientemente sólida, podendo-se agora viver em sua superfície. O lugar mais tarde foi chamado Ifé, que quer dizer ampla morada.
Depois Olorum mandou Oxalá de volta à Terra, para plantar árvores e dar alimentos e riquezas ao homem.
E veio a chuva para regar as árvores.
Foi assim que tudo começou.
Foi ali, em Ifé, durante uma semana de quatro dias, que Oxalá criou o mundo e tudo o que existe nele.

2- Obatalá cria o homem:

Num tempo em que o mundo era apenas a imaginação de Olodumare, só existia o infinito firmamento e abaixo dele a imensidão do mar.
Olorum, o Senhor do Céu, e Olocum, a Dona dos Oceanos, tinham a mesma idade e compartilhavam os segredos do que já existia e ainda existiria.
Olorum e Olocum tiveram dois filhos: Orixalá, o primogênito, também chamado Obatalá, e Odudua, o mais novo.
Olorum-Olodumare encarregou Obatalá, o Senhor do Pano Branco, de criar o mundo, dando-lhe poderes para isso.
Obatalá foi consultar Orunmilá, que lhe recomendou fazer oferendas para ter sucesso na missão. Mas Obatalá não levou a sério as prescrições de Orunmilá, pois acreditava somente em seus próprios poderes.
Odudua observava tudo atentamente e naquele dia também consultou Orunmilá, o qual assegurou que se ele fizesse as oferendas prescritas, seria o chefe do mundo que estava para ser criado. A oferenda consistia em quatrocentas mil correntes, uma galinha com pés de cinco dedos, um pombo, um camaleão e quatrocentos mil búzios. Odudua fez as oferendas.
Chegado o dia da criação do mundo, Obatalá se pôs a caminho até a fronteira do além, onde Exu é o guardião. Obatalá não fez as oferendas nesse lugar, como estava prescrito. Magoado com a insolência, Exu usou seus poderes contra Oxalá, provocando-lhe muita sede. Para aplacar a sede, Oxalá tocou com seu bastão no tronco de uma palmeira e dela jorrou vinho em abundância. Ele bebeu vinho até embriagar-se e adormecer na estrada, à sombra da palmeira de dendê, abandonando o saco da criação que recebera de Olorum.
Odudua, que tudo acompanhava, apanhou o saco da criação, foi até Olorum e lhe contou o ocorrido. Então, Olorum-Olodumare confiou-lhe a criação do mundo.
Com as quatrocentas mil correntes Odudua fez uma só e por ela desceu até a superfície do mar. Sobre as águas sem fim, abriu o saco da criação e deixou cair um montículo de terra. Soltou a galinha de cinco dedos e ela voou sobre a terra, pondo-se a ciscá-la, espalhando a terra na superfície da água. Odudua exclamou: “Ilè nfé!”, que significa: “A Terra se expande!”, frase que depois deu nome à cidade de Ifé, a qual está exatamente no lugar onde Odudua fez o mundo.
Em seguida, Odudua apanhou o camaleão e o fez caminhar naquela superfície, demonstrando a firmeza do lugar.
Obatalá continuava adormecido. E Odudua partiu para a Terra para ser seu dono.
Então Obatalá despertou, tomou conhecimento do ocorrido e foi contar tudo a Olodumare, que lhe disse: “O mundo já está criado. Perdeste uma grande oportunidade”.
Como castigo, Olodumare proibiu Obatalá e seus descendentes de beberem vinho de palma para sempre.
Mas a missão não estava ainda completa e Olodumare deu outra dádiva a Obatalá: a criação de todos os seres vivos que habitariam a Terra.
E assim Obatalá criou todos os seres vivos e criou o homem e a mulher.
Obatalá modelou em barro todos os seres humanos; e o sopro de Olodumare os animou.
O mundo agora se completara. E todos louvaram Obatalá.

3- Obatalá cria Icu, a Morte:

Quando o mundo foi criado, coube a Obatalá a criação do homem.
O homem foi criado e povoou a Terra.
Cada natureza da Terra, cada mistério e segredo, tudo foi governado pelos Orixás.
Com atenção e oferendas aos Orixás, tudo o homem conquistava.
Mas os seres humanos começaram a se imaginar com os poderes que eram próprios dos Orixás. Deixaram de fazer oferendas. Imortais que eram, pensavam em si mesmos como deuses. Não precisavam de outros deuses.
Cansado dos desmandos humanos, Obatalá decidiu viver com os Orixás no espaço sagrado que fica entre o Aiê (a Terra) e o Orum (o Céu).
E Obatalá decidiu que os homens deveriam morrer; cada um num certo tempo, numa certa hora.
Então Obatalá criou Icu, a Morte, encarregando-a de fazer morrer todos os humanos, porém impondo-lhe uma condição: só Olodumare podia decidir a hora de morrer de cada homem. A Morte leva, mas a Morte não decide a hora de morrer. O Mistério Maior pertence exclusivamente a Olorum.

4-Oxalá molda o ser humano com o barro:

Dizem que quando Olorum encarregou Oxalá de fazer o mundo e modelar o ser humano, o Orixá tentou vários caminhos: tentou fazer o homem de ar, como Ele. Não deu certo, pois o homem logo se desvaneceu; tentou fazer de madeira, mas a criatura ficou dura; de pedra a tentativa ainda foi pior; fez de fogo e o homem se consumiu. Tentou azeite, água e até vinho de palma, e nada.
Foi então que Nanã Burucu veio em seu socorro: apontou para o fundo do lago com o seu ibiri, seu cetro e arma, e de lá retirando uma porção de lama. Nanã deu a Oxalá a porção de lama, o barro do fundo da lagoa onde Ela morava.
Oxalá criou então homem e o modelou no barro.
Com o sopro de Olorum, o homem caminhou e com a ajuda dos Orixás povoou a Terra.

FONTE DAS LENDAS: “Mitologia dos Orixás”, Reginaldo Prandi, 2005, Editora Companhia das Letras, páginas 502/507.

5-Oxalá desvenda os mistérios da vida e da morte:

Esta lenda é contada no Candomblé:

Oxalá era marido de Nanã, a Senhora do Portal da Vida e da Morte, da fronteira da nossa dimensão para outras.
Por determinação de Nanã, somente os seres femininos tinham o acesso àquele Portal. Esta determinação servia para todos, inclusive para o próprio Oxalá. Durante muito tempo assim foi.
Porém, Oxalá não se conformava em não poder conhecer o Portal, não só porque era marido de Nanã, como por sua própria importância no panteão dos Orixás.
Pensou e pensou, até que encontrou a melhor forma de burlar as determinações da esposa. Não fugindo de sua cor branca, vestiu-se de mulher, colocou o Adê (coroa) com os “chorões” no rosto (próprio das Iabás), e se aproximou do Portal, satisfazendo, enfim, sua curiosidade.
Mas foi surpreendido por Nanã, que se aproximou e determinou: “―Já que te vestiste de mulher para desvendar um segredo importante, vou compartilhá-lo contigo. Terás a incumbência de ser o principio do fim, aquele que tocará o cajado três vezes no solo para determinar o fim de um ser. Porém, jamais conseguirás te desfazer das vestes femininas e daqui para frente terá todas as oferendas fêmeas!”
E Oxalá, conhecido por Oxalufan, passou a receber oferendas não mais como os demais Orixás masculinos, e sim de cabras e galinhas, como as Iabás. E jamais se desfez das vestes de mulher. Em compensação, transformou-se no Senhor do princípio da morte e conheceu todo o seu segredo.
Oxalá, portanto, é o fim. Não o fim trágico, mas pacífico, de tudo o que existe no mundo. E por isso merece todo o carinho que lhe damos. Por isso, é o nosso salvador, nosso conselheiro, aquele que vem nos momentos de angústia para trazer algo de que o mundo precisa demasiadamente: a Paz.

FONTE E CRÉDITOS: http://seteporteiras.org.br/

FESTA DO SENHOR DO BONFIM

A Festa do Senhor do Bonfim:
É uma celebração religiosa que tem lugar em Salvador, Bahia, na Igreja do Senhor do Bonfim, com uma novena solene e a exposição do Santíssimo Sacramento pelo Capelão da Igreja. Acontece sempre em janeiro, no segundo domingo depois do “Dia de Reis”.
Antes, na quinta-feira, realiza-se a tradicional “Lavagem do Bonfim”, com grande participação popular, carroças enfeitadas puxadas por animais e as tradicionais baianas com seus vasos com água perfumada (água de cheiro).

A Lavagem da Igreja do Bonfim:
A “Lavagem do Bonfim” é mais popular que a própria Festa do Bonfim. Muitas vezes é erronemente denominada Festa do Bonfim, embora sejam celebrações distintas.
A tradição começou com Teodósio Rodrigues de Farias, oficial da Marinha Portuguesa, trazendo de Lisboa uma imagem de Jesus Cristo, que em 1745 foi levada para a Igreja da Penha, em Itapagipe, com grande acompanhamento.
Nove anos depois, em julho de 1754, a imagem foi transferida em procissão para a sua própria igreja, na Colina Sagrada. O lugar era assim chamado porque se atribuíam milagres ao Senhor do Bonfim; fato que passou a atrair peregrinos não só Católicos mas também de outras Religiões, estabelecendo-se, então, um culto sincrético.
A “Lavagem do Bonfim”  tem a participação de fiéis Católicos, Umbandistas e Candomblecistas, já que na Bahia há um sincretismo religioso entre o Senhor do Bonfim e o Orixá Oxalá.
Na quinta-feira pela manhã, o tradicional cortejo de baianas sai da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia e segue a pé, num trajeto de oito quilômetros, até chegar ao Alto do Bonfim.
O ponto alto da Festa ocorre quando, vestidas a caráter, cerca de duzentas baianas lavam as escadarias e o átrio da Igreja do Senhor do Bonfim, com vassouras e água de cheiro. Elas carregam a água perfumada em suas quartinhas e vão despejando-a nas escadarias e no átrio da Igreja, ao som de palmas, atabaques e cantos.
Anualmente, reúnem-se milhares de fiéis em busca da proteção das águas perfumadas, para limpeza do corpo e da alma. Esta celebração é muito importante para o povo baiano, pois mostra a sua devoção ao Senhor do Bonfim.

FONTE E CRÉDITOS: http://seteporteiras.org.br/